A difícil separação entre um dono e seu cão

13/12/2011

Aproximo-me da janela da sala para olhar o local onde ela sempre ficava deitada e não a vejo. Nesse instante surge um nó na garganta e os olhos ficam marejados. Com a luz da sala apagada, não tenho vergonha de deixar uma lágrima cair.

Várias lágrimas caem por Polly, aquela que foi, sem dúvida, a melhor cachorrinha de estimação que tivemos na família.

Até ontem me considerava uma pessoa do tipo que tinha compaixão pelos animais, que, naturalmente, ficava injuriado diante de quaisquer maus tratos aos bichos, mas que jamais se imaginava chorando pela perda de um animal de estimação. Porém, a gente se redescobre nos momentos difíceis. A angústia da separação eterna nos traz surpresas. Tristes, mas surpresas. Quem me dera nunca tivesse descoberto isso.

Polly era uma vira-lata que ficou em nossa família por mais de doze anos. Era uma cachorrinha com personalidade, inteligente e educada. Bastava um vocativo – “Pooooolly!” – para que ela compreendesse o que podia e o que não podia fazer. Adorava carinho e mostrava-se muito ciumenta quando apareciam outros cães.

Oficialmente, Polly pertencia ao meu irmão. Mas cada membro da família sentia-se um pouco dono dela. E ela parecia adorar essa disputa múltipla pela sua posse. Sabia (e gostava, aparentemente) de seu posto exclusivo, como cachorro da família.

Os anos em que Polly esteve conosco foram memoráveis. Foi com ela que descobrimos que a relação entre donos e seus animais não era apenas estereótipo de filmes ou de novelas. Há, de fato, uma relação de carinho e de respeito intensos entre donos e animais.

Polly era meu Marley. E assim como o personagem do livro best seller, tive a felicidade de acompanhar todas as fases da sua vida de cachorro (no bom sentido da expressão). Lembro-me da Polly filhote (arteira e já rabicó), da Polly adolescente (entrando no cio pela primeira vez, ainda quando morávamos em Nova Resende), da Polly adulta (quando teve vários filhotes, sendo que já era avó) e da Polly senhora (começando a sentir o peso da idade, com os pelos começando a ficar brancos e os dentes fracos). Mas, o mais interessante é que, em todas as fases da vida, Polly sempre parecia carregar um pouco da sua fase filhote.

Sempre foi brincalhona e amiga. Gostava de correr. E o som de suas unhas batendo no azulejo quando ela andava era inconfundível. Não podia ver uma brecha no portão que escapava para a esbórnia e depois voltava meio sem jeito, como se tivesse aprontado todas na rua. Quando chegava de alguma “fugidinha”, ia direto para a vasilha com água e bebia vorazmente como se estivesse de ressaca.

Que saudades da Polly! Foi com ela que aprendi, realmente, que o cachorro é o melhor amigo do homem. Vou sentir muita falta! Afinal, era sempre a Polly que me recebia em casa, no portão, chegasse eu a hora que fosse da rua.

Faz só 24 horas que Polly não está mais entre nós, vigilante no portão de casa, mas toda vez que a gente olhar para esse portão ou para a garagem, iremos sempre lembrar da melhor cachorra que tivemos.

Saudades, Polly!

Uma das últimas fotos tiradas da Polly, em outubro, enquanto ela apreciava um "tira-gosto" canino

PS: Protejam e cuidem sempre de seus animais (sejam cachorros, gatos, cavalos, etc.), pois eles valem muito a pena. Aproveitem todos os momentos que tiverem ao lado deles. Um bichinho de estimação pode mudar a nossa vida, deixando marcas de saudades quando chegar o difícil dia da separação.

Aniversário de 6 anos da TV Sul

01/06/2011

Dos seis anos de história da TV Sul vividos até agora, participei da metade das páginas escritas por vários autores. É engraçado que, quando entrei para a equipe da emissora guaxupeana tinha a impressão de que a TV já era “maior de idade”, mas, naquela época, ela tinha apenas três anos. Agora são seis.

Ao longo do tempo acompanhei a evolução da empresa e, concomitantemente, evoluí também. Pelo menos acredito nisso. Mas ainda há um longo caminho pela frente. E quando se comemora um aniversário o ânimo para continuar a trajetória aumenta. O desejo que sinto nesta data é de vir a produzir mais outras 1400 reportagens.

Que para isso eu tenha sensibilidade, imparcialidade, amor à profissão, paciência, perseverança e muita dedicação. Fazer telejornalismo dá trabalho proporcional ao amor que se tem pela profissão. As pessoas muitas vezes julgam seu trabalho ou fazem considerações equivocadas, mas um vídeo que tenha duração de dois minutos no jornal, por exemplo, pode levar um dia inteiro para ser feito. É trabalhoso, mas, ao mesmo tempo, extremamente gratificante. Só estando na área para compreender. Como tweetou @realwbonner certa vez, fazer telejornalismo é como colocar um elefante numa casinha de cachorro. O poder de síntese, sem comprometer a verdade e a realidade, é extremamente exigente.

Parabéns TV Sul pelos seus seis anos de história.

Registro fotográfico da oficina de Phonosíntese

31/05/2011
Foto: Sheila Saad

Mila, Fábio, Faustino, Vanessa e eu durante a oficina sobre estudo e percepção dos sons. O workshop é uma iniciativa do projeto Marginália Lab e foi trazido para Guaxupé através da Caravana Digital, que aconteceu entre 25 e 28 de Maio.

Trabalhando durante festa dos 21 anos do jornal Folha Regional, em Muzambinho

10/05/2011

No último Sábado (7) foi realizada uma festa em comemoração aos 21 anos da Folha Regional, de Muzambinho. A TV Sul, emissora em que trabalho, foi convidada para o evento. Diante da representatividade do jornal para a região, fizemos uma reportagem para o telejornal. Na foto eu e o cinegrafista, Clélio Doce Alves, registramos uma entrevista com Valter Alves, diretor e fundador da Folha Regional.

Em rede: Companhia de Reis na TV Brasil

09/01/2011

Desde a véspera de Natal as Companhias de Reis estavam visitando as casas do município de Guaxupé, tanto na zona rural quanto na cidade. Essa tradição se estende até 6 de Janeiro, quando é comemorado o Dia de Reis. A ideia, então, era produzir uma reportagem para o jornal, mostrando o festejo típico do interior do Estado.

Para a reportagem ficar pronta a tempo de ir ao ar antes do Dia de Reis, a apuração foi feita com antecedência, no dia 4. Preferimos mostrar a tradição na zona rural. O sítio ficava bem perto da cidade, mais ou menos a 5 quilômetros de distância, mas enfrentamos uma estrada escorregadia por conta das chuvas de Janeiro. Antes de chegar à comunidade rural, de longe já era possível ouvir as vozes e os instrumentos que davam vida à Companhia de Reis. Assim que entramos no sítio, o embaixador da Companhia veio nos receber.

Enquanto os devotos dos Santos Reis tomavam um café oferecido pelo dono da casa, gravamos algumas entrevistas. Conversamos com instrumentistas, cantadores e crianças que crescem em meio à essa tradição. Em seguida a Companhia desceu uma ladeira e seguiu para outra casa. A residência agora era a de uma família de agricultores. Lá repetiu-se a mesma manifestação de fé e folclore vista na casa anterior. Na saída os bastiões – como são chamados aqueles que estão fantasiados com máscaras – dançaram o “corta jaca”. Um senhor me explicou que os bastiões dançam em troca de presentes.

O ponto alto da tradição ficou para a última casa visitada naquele dia. A Companhia chegou fazendo uma meia lua e cantando num grande terreiro de cimento que a família de agricultores usa, normalmente, para secar o café produzido no local. Após a cantoria e a recepção dos donos da casa todos entram para uma oração. Para finalizar, um grande almoço foi servido para mais de cem pessoas.

Com tudo apurado, era hora de voltar para a TV e iniciar o processo de sempre: composição do texto, gravação de áudio, audição das entrevistas e edição do vídeo. Ao final a reportagem ficou interessante e, por isso, foi enviada para a rede. Dois dias depois, uma agradável surpresa: a TV Brasil, à qual a Rede Minas é afiliada, exibiu a reportagem na primeira edição do telejornal “Repórter Brasil” (veja aqui). No mesmo dia a Rede Minas também entrou em contato dizendo que o VT encerraria a 2ª edição do “Jornal Minas”.

Acredito que nem todos compreendam como é gratificante ter uma reportagem exibida em rede estadual ou nacional. E embora o retorno não seja expressivo em relação aos comentários ou às congratulações de terceiros, o significado de se ter algo de sua autoria exibido para um público maior é inexplicável. É uma injeção de ânimo para continuar fazendo seu trabalho com grande paixão.

Anseios para o ano de 2011

05/01/2011

Sou do tipo de pessoa que, sempre que o ano começa, faz mil planos. Metade deles é esquecida antes mesmo do Carnaval. Por isso, resolvi deixar registrado em texto as promessas do ano novo para que, futuramente, possa consultar e focar mais uma vez em meus objetivos. Como sou bastante ambicioso e metódico resolvi dividir as metas em tópicos, a seguir:

No profissional gostaria de:
- procurar um fonoaudiólogo que me ajude a melhorar a voz e a pronúncia das palavras nas reportagens;
- escrever um projeto de mestrado até o início do segundo semestre para que possa tentar uma vaga numa instituição federal;
- estudar bastante para concursos públicos na área da Comunicação para que, até 2012, consiga trabalhar menos e receber salário de, no mínimo, 6 mil reais;
- dedicar mais ao estudo da língua estrangeira, no caso, o inglês;

No pessoal gostaria de:
- continuar amando sendo sempre amado e, ainda, renovar a paixão todos os dias;
- entrar numa academia e transformar minha barriga num tanque invejável;
- escrever pelo menos cinco artigos por semana no blog;
- dedicar mais tempo aos amigos, tanto aos mais recentes quanto aos mais antigos;
- compartilhar mais momentos com a família;
- administrar melhor o tempo;

No lazer e entretenimento gostaria de:
- dedicar-me mais à Literatura, lendo pelo menos um livro por semana;
- conseguir ler, diariamente, todos os cadernos de pelo menos um jornal impresso;
- assistir a pelo menos um telejornal inteiro por dia com os olhos bem atentos e críticos;
- dar andamento na audição dos “1001 discos para ouvir antes de morrer”;
- comprar o livro “1001 filmes para ver antes de morrer” e conseguir assistir a pelo menos 200 filmes até o final do ano;

No financeiro gostaria de:
- conseguir colocar na poupança pelo menos 40% do dinheiro que ganho;
- aumentar minha renda desenvolvendo uma atividade que não seja penosa;
- não entrar nenhuma vez no cheque especial e muito menos deixar de pagar a fatura do cartão de crédito na data de vencimento;
- dar preferência às compras à vista e não às a prazo;

Por enquanto são apenas esses pontos. Provavelmente outros anseios entrarão na lista no decorrer do ano. Espero contar sempre com a saúde para alcançar todos objetivos. De minha parte não falta força, dedicação, responsabilidade e compromisso.

Feliz 2011!

Terça-feira é dia de panqueca e pudim

09/12/2010

A anfitriã fazendo pose depois de servir a sobremesa para as visitas

Eu e Leandro na cozinha da casa da Cleide apreciando o banquete de panqueca e pudim

Churrasco em Guaranésia

09/12/2010

Leandro, Cleide, Adilson, eu (com a Bia a tiracolo) e Daniel

Aniversário de 28 anos do Leandro

30/11/2010

Cleide, a anfitriã, cedeu o espaço para a festa "surpresa" do Leandro. Da esquerda para a direita: eu, Leandro, Cleide e Daniel.

Eu, Leandro e Daniel celebrando o aniversário com bolo e guaraná.

A autora do bolo, que foi campeão de audiência, foi a Sinome.

Lançamento da Revista ”Guaxupé em Família”

30/11/2010

Na semana passada prestigiei o lançamento da revista "Guaxupé em Família". A foto foi tirada durante a apresentação da revista para o público, no Foyer do Teatro Municipal. Parabéns às publicitárias idealizadoras da revista.


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