Brindando o enlace de Ricardo e Viviane
27/11/2009 por welingtonmineiroTarde recreativa no Skinas Bar
15/11/2009 por welingtonmineiro
Eu, Tina e Leandro no Skinas Bar
Foto com Rodrigo Amâncio, da EPTV
10/11/2009 por welingtonmineiro

Rodrigo Amâncio, editor e apresentador da EPTV, e eu após a palestra
Palestra com Rodrigo Amâncio, da EPTV
10/11/2009 por welingtonmineiroJornalismo em pauta nesta segunda-feira. Através da iniciativa de alguns professores do curso de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda, do Unifeg, foi realizada uma palestra com Rodrigo Amâncio, apresentador e editor do Jornal da EPTV, afiliada da Rede Globo no Sul de Minas. Entre tantos universitários de PP, só não me senti um intruso na plateia porque o assunto principal da conversa era o Jornalismo.

- Rodrigo Amâncio, editor e apresentador do Jornal da EPTV, conversa com os universitários
Rodrigo começou o bate-papo com uma breve apresentação da empresa em que trabalha: a EPTV. Como é comum ocorrer em palestras que versem sobre a atividade jornalística – principalmente em telejornalismo – o palestrante destacou as falsas ilusões da profissão. “Quem assiste a um telejornal imagina que a vida de um repórter é só entrevistar gente famosa e viajar para lugares bonitos”, destacou. Mas, muito pelo contrário, é uma luta diária para produzir notícia. Num mercado em que os salários não são dos melhores e a jornada de trabalho é extensa, o requisito mínimo para um jornalista ser considerado bom profissional é o seu compromisso social. Boas reportagens surgem da responsabilidade do repórter com os cidadãos – geralmente telespectadores, leitores, ouvintes, internautas.
A ética e a vontade de promover transformações sociais também são importantes para se fazer um bom trabalho em Jornalismo. O profissional de comunicação deve estar ligado (o tempo todo) em tudo que o cerca. Compreender as transformações sociais e tecnológicas são fundamentais para uma melhor atuação midiática.
Durante a palestra, com clareza e profissionalismo, Rodrigo esclareceu questões técnicas da produção do jornal diário. Diante de universitários de Publicidade e Propaganda foi questionado – como era de se esperar – sobre departamentos de Marketing e Comercial. Embora não sejam suas áreas no Jornal da EPTV – acredito eu – respondeu com objetividade às dúvidas dos estudantes. Como profissional competente que é, Rodrigo ressaltou que, embora Jornalismo e Publicidade estejam sempre pareados frente ao expectador, é preciso separá-los durante o modo de produção. O jornalismo, mesmo que seja sustentado pelos comerciais, deve ser prioridade dentro de uma emissora. O mesmo pensamento vale para outras mídias que produzem informação e conhecimento.
A sintonia da equipe de produção do telejornal também foi destacada durante a palestra. Repórteres, produtores, cinegrafistas e editores precisam ter harmonia de pensamento. Alguns formatos e padrões de produção de reportagens também foram pontuados no bate-papo. Rodrigo falou do tempo de produção de algumas reportagens mais complexas: um trabalho investigativo, por exemplo, pode levar um mês para ficar pronto.
Mesmo todos os presentes na palestra conhecendo os produtos da Globo regional, Rodrigo fez questão de apresentar em vídeo alguns programas da casa. Trechos do “Jornal da EPTV”, “Jornal Regional”, “EPTV Cidade”, “EPTV Comunidade”, entre outros, foram exibidos pelo palestrante.
Um dos pontos abordados na palestra foi a recente não exigência do diploma para exercer a profissão de Jornalista. Embora concorde que este seja um tema polêmico, Rodrigo disse que a formação superior em Jornalismo é um grande diferencial no mercado de trabalho. Apesar de existirem pessoas que pensem o contrário, a Rede Globo concorda com a não exigência do diploma – para atividades de comentaristas, entrevistadores, entre outros – mas faz questão de contratar e valorizar os profissionais com formação adequada. A teoria é o diferencial do jornalista formado que atua no mercado de trabalho. “Sociologia, filosofia e outros conhecimentos humanísticos são fundamentais para se conhecer o público alvo”, destacou. “E isso vale tanto para jornalistas quanto para publicitários”.
Sistema de TV Digital, Jornalismo para Internet, entre outros pontos foram abordados na palestra. Rodrigo acredita que o profissional de comunicação de hoje (e do futuro) precisa ser multimídia. Mas o conhecimento tecnológico não substitui o domínio da Língua Portuguesa. “O bom português é o básico”, destacou.
No momento da interatividade com os estudantes, após diversas ameaças resolvi fazer uma pergunta. Da minha experiência na produção diária do Jornal TV Sul, transformei uma dúvida em questionamento: como é que a produção da EPTV toma conhecimento de fatos que, às vezes, estão ao nosso lado e não ficamos sabendo? A resposta: “Na EPTV a ronda é feita de hora em hora”. Como já suspeitava, não fiquei surpreso com a afirmativa. Apenas precisava de uma confirmação. “Quem faz a ronda precisa ser ‘o chato’, pois tem que insistir muito. Mas educação é o principal para se ter um bom relacionamento com as fontes”, completou.
Mais de uma vez Rodrigo destacou também a necessidade da formação cultural para ampliação do pensamento. “É preciso pensar longe. O pensamento precisa ir além daquilo que nos cerca todos os dias. É preciso pensar, por exemplo, por que os adolescentes japoneses estão se vestindo de super-herói? Ou então, por que os jovens da Finlândia estão nus?”, brincou. Assim, com bom humor e perspicácia jornalística, Rodrigo Amâncio deixou claro porque está no comando do jornal mais assistido do Sul de Minas: é um profissional competente e gosta do que faz. Isso é essencial no Jornalismo.
Coca-Cola no Galo de Ouro
09/11/2009 por welingtonmineiro
Encerrando o final de semana com Coca-Cola no bar Galo de Ouro
Viçosenses em Nova Resende
04/11/2009 por welingtonmineiroUma simples chamada no celular identificada com o código de área 31 já despertou bons sentimentos antes mesmo de atender à ligação. Incrível como um DDD familiar pode aumentar a ansiedade e alimentar a imaginação. Conforme imaginado, uma ligação amiga. Ou melhor, um amigo pedindo ajuda para a produção de um documentário sobre café orgânico e agricultura familiar no Sul de Minas. Para ser mais preciso, em Nova Resende – minha terra natal. De imediato pensei que fosse trote, mas não era. Era real. E sublime. Algo jamais imaginado: amigos da longínqua Viçosa produzindo um vídeo em Nova Resende.
O exagero em pensar tal fato como impossível pode passar a ideia de que ambas as cidades fiquem em planetas distantes e diferentes, mas a verdade é que as duas ficam “fora de mão”. Mas o duvidoso era real. E diante do convite para auxiliar na produção do documentário, não pude sequer pensar em responder negativamente. De mochila nas costas, fui de carona pra Nova Resende. Meu último dia de férias (30/10) seria encerrado com “chave de ouro”.
Tive a chance de conhecer pessoas especiais – também membros da equipe de produção do vídeo – e ao lado de Carolina Ribeiro viver um dia inesquecível. Um dia de trabalho feliz e que não chega a ser lembrado como cansativo porque foi compartilhado com uma pessoa generosa, inteligente, perspicaz, talentosa e detentora de infinitas e “plutônicas” qualidades. Valeu a pena! Foi (é) muito bom ver viçosenses em Nova Resende.

Carolina Ribeiro no comando da câmera

Carolina Ribeiro e Luiza apurando informações sobre fairtrade

Eu e Carol no interior do possante pelas estradas vicinais de puro pó
Percepções de uma aventura metropolitana (1)
28/10/2009 por welingtonmineiroAnsiedade pré-viagem – Na sexta-feira à noite tentou, mas não conseguiu dormir cedo. Mesmo sabendo que embarcaria no ônibus às 4:45 da madrugada, não pegava no sono. Fechava os olhos, mas a ansiedade e os pensamentos a respeito da viagem não o deixavam dormir. A última vez que lembra de ter olhado no relógio, este marcava quase uma da manhã. E mesmo que conseguisse dormir naquele momento, não iria descansar mais que três horas. Afinal de contas, era preciso estar de pé as quatro da matina para dar tempo de checar a bagagem mais uma vez e tomar um banho antes de enfrentar mais de 5 horas de estrada. O fato de não estar sozinho no quarto também era outro ponto para não conseguir dormir. Embora os dois quisessem descansar, sempre surgia alguma conversa e o papo se estendia. Mas, enfim, os dois pegaram no sono. Um na cama, o outro num colchão sobre o azulejo.
Às 4 da manhã, conforme programado, o despertador tocou. No primeiro instante o barulho foi cessado para não acordar aos que dormiam em outros quartos. Com os olhos piscando em desarmonia tomou coragem para levantar. Num impulso acendeu a luz na cabeceira da cama e cutucou o outro que dormia no chão. Ambos se levantaram. Enquanto um foi ao banheiro, o outro arrumou a cama. Mesmo com a noite quente, cobertores e edredons não utilizados, mas desarrumados, foram dobrados e colocados no armário. De madrugada o tempo parece passar mais depressa. Em poucos minutos, com as malas em punho e compartilhando um pacote de biscoito, já estavam no ponto de ônibus. Em dez minutos, embarcaram.
Sono picotado – Dormir durante a viagem era difícil para aquele que sentava na poltrona 35. Por mais que tivesse sono, os pensamentos se misturavam em fluxo alucinado e os olhos insistiam em ficar abertos até o dia clarear. Mesmo quando cochilava permanecia ligado ao mundo real através dos sons. Rodoviárias, trevos e beira de cidades picotavam o sono durante a aurora. Conforme a metrópole se aproximava, maior era a ansiedade. Mas a falta de tranqüilidade interior não era devido ao simples fato de estar perto de uma cidade grande, mas, sim, saber que dentro de poucas horas encontraria pessoas desconhecidas e outras estimadas, que não via há muito tempo.
A chegada – Depois de 5 horas de asfalto chegavam ao destino. Desceram do ônibus e eram aguardados por duas pessoas: um homem na faixa dos 35 anos e sua filha de, no máximo, 4 anos de idade. Cumprimentaram-se e infiltraram no trânsito. Para os dois visitantes tudo era como novidade, pois fazia mais de 3 anos que tinham ido à capital pela última vez. Desde o cheiro de poluição até os helicópteros que passavam sobre suas cabeças eram observados como inéditos. Dentro do carro começaram conversas pouco complexas para quebrar o gelo. Questionamentos sobre o cotidiano e o caos da metrópole era uma maneira dos visitantes sentirem-se mais à vontade. Entre semáforos, obras, placas, pedestres e um emaranhado de prédios e fios chegaram ao bairro onde ficariam até o começo da noite. Além do homem e da menina que tinham ido buscar os visitantes no desembarque do ônibus, uma mulher de pouco mais de 30 anos e um garotinho de um ano completavam a família anfitriã.
Recepção exemplar – Em casa de mineiros, a hospitalidade continua intacta mesmo longe da terra natal. Com poucos minutos os visitantes já estavam sem acanhamento, conversando e tomando cerveja enquanto assistiam a vídeos na internet. Almoço impecável. Após a sesta, uma caminhada no Parque. Árvores, pedras, lagos, patos e gansos extinguiam a sensação de estar em meio urbano. De volta à casa e brincando com as crianças, a tarde passou sem ser percebida. As estrelas certamente já estavam brilhando acima da nuvem cinzenta de poluição da cidade quando os visitantes deixaram aquele lar tão receptivo.
UP – Altas Aventuras, de Pete Docter
26/10/2009 por welingtonmineiro
A parceria entre Disney e Pixar geralmente resulta em animações de excelente qualidade – como exemplo poderia citar “Procurando Nemo”, “Os Incríveis”, “Monstros S.A.”, entre outros filmes. E com “UP – Altas Aventuras” não seria diferente. Trata-se de um filme agradável graficamente e com uma bela mensagem sobre superação embutida no roteiro.
Carl Fredricksen é um senhor de 78 anos que vive sozinho e, embora tenha compartilhado a vida inteira com seu grande amor, Ellie, agora passa os dias da velhice viúvo e sem companhia. Em sua casa, vive de memórias e frustrações das aventuras planejadas a dois, mas nunca concretizadas. Infeliz e deslocado no mundo que o cerca, o Senhor Fredricksen está prestes a ir para um abrigo de idosos. Mas num impulso de realizar viagens expedicionárias e descobertas científicas cultivadas ao longo de toda a vida acaba voando alto. O que ele não esperava era dividir essa aventura com um garotinho de oito anos, Russel. E a relação forçada num primeiro momento tem tudo para vir a ser uma grande amizade.
“UP – Altas Aventuras” (veja trailer) foi o filme oficial de abertura do Festival de Cannes em 2009.
O que eu estou ouvindo?
22/10/2009 por welingtonmineiro
Capa do álbum "The Boy Who Knew Too Much", de Mika
Na reta final das férias estou de ouvidos grudados em Mika. “The Boy Who Knew Too Much” é o segundo disco de estúdio do cantor, que segue neste trabalho a mesma linha do CD de estreia “Life in Cartoon Motion” – até mesmo as capas dos discos são parecidas. Meu contato inicial com Mika se deu através de um clipe na TV. O estilo vocal oscilante e o colorido do vídeo “We are Golden” levaram-me a querer conhecer outras músicas do artista. E assim que “comprei” o CD fui experimentando as faixas e percebendo a alegria dos sons. Há quem diga que este trabalho de Mika é inferior ao primeiro compacto, mas, para mim, foi o que despertou a vontade de conhecer sua obra. E isso já faz de “The Boy Who Knew Too Much” um excelente disco. Das 12 músicas que compõem o álbum, considerei as três primeiras (“We are Golden”, “Blame it on the Girls” e “Rain”) fortes candidatas a alcançarem boas colocações nas paradas – e acredito que minha percepção não esteja equivocada, já que essas músicas foram as três primeiras lançadas com vídeo clipe. “Dr. John” e “I See You” são mais calmas e, nelas, é possível perceber melhor a voz de Mika, o uso do piano e do coral no refrão. “Blue Eyes” começa mais animada, com algum tom de música latina, depois tem uma depressão sonora até o refrão, que parece grudar aos ouvidos – como se fosse música infantil. “Good Gone Girl” tem o perfil das músicas a serem lançadas como single, ou seja, é animada e possui motivos sonoros para Mika querer fazer um vídeo-clipe dançante. “Touches You” não tem nada de especial, mas nem por isso deixa de ser interessante. “By the Time” poderia ser considerada a balada romântica do disco. “One Foot Boy”, “Toy Boy” e “Pick Up Off the Floor” encerram o álbum, respectivamente, de maneira alegre, irreverente e clássica.
9 – A Salvação, de Shane Acker
20/10/2009 por welingtonmineiro
Foi uma crítica negativa publicada na Folha de São Paulo que me motivou a assistir ao filme “9 – A Salvação” (veja trailer). No jornal foi dito que o diretor deveria pensar mais no cinema em si, como arte, do que nos recursos oferecidos pela tecnologia (mais ou menos com essas palavras). E tratando-se de animação, presumi que seria uma obra impecável graficamente, mas com roteiro fraco.
“Tínhamos tanto potencial. Tão promissores… Mas desperdiçamos nossos dons, nossa inteligência. Nossa busca cega por tecnologia nos aproximou mais rápido de nossa perdição“. Essas são as primeiras falas do narrador e parecem estar contextualizadas à crítica negativa recebida do jornal. Mas para apreciar a obra desfiz-me dos preconceitos.
A história não é das melhores. Imagine um mundo devastado pela guerra entre homens e máquinas e, neste cenário de destruição, um grupo de bonecos sobreviventes precisa se salvar – isso mesmo, bonecos! Fica claro que o roteiro não é tão original – a comparação com roteiros apocalípticos como os da série “O Exterminador do Futuro” é senso comum. As cenas iniciais de “9″ também me fizeram lembrar de um outro filme de animação: “Coraline” (veja trailer). Mas “9″, por ser produzido por Tim Burton, tem uma estética característica: é sombrio, parecendo ser ingênuo e adulto ao mesmo tempo.
A história pode soar infantil ao se pensar que um grupo de bonecos luta contra máquinas malvadas para se salvarem num planeta já sem a humanidade, mas não deixa de ser um filme interessante. A essência humana despertada em seres que acabaram de ganhar vida é observada em cada um dos personagens, todos números. E se 9 (dublado por Elijah Wood) é o protagonista, 1 e 7 são os melhores coadjuvantes. Curiosa e intencionalmente, o filme foi lançado em 09/09/2009.
